Dia das Crianças deve movimentar R$ 58 milhões no comércio da Capital


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Dia das Crianças deve movimentar R$ 58 milhões no comércio da Capital, de acordo com pesquisa encomendada pelo Sindilojas Porto Alegre e pela CDL Porto Alegre. O levantamento mostra que os consumidores comprarão em média três presentes para cada criança, ficando o ticket médio em R$ 109,00. Os brinquedos aparecem em primeiro lugar na preferência de 68% dos participantes, enquanto as roupas são a opção preferida por 32% dos entrevistados. A coleta dos dados foi realizada com 400 pessoas, entre os dias 13 e 20 de agosto deste ano.

 

Para o presidente do Sindilojas Porto Alegre, Ronaldo Sielichow, realizar pesquisas com consumidores é fundamental para o lojista traçar estratégias nas datas comemorativas. “Notamos que o Dia das Crianças vem crescendo em importância e participação no faturamento do comércio, com consumidores dispostos a presentear as crianças com mais de um presente. É uma oportunidade para o lojista incrementar as opções que vai oferecer ao seu cliente”, avalia.

 

“Cerca de metade dos presentes (42,4%) devem ser comprados no início de outubro. Uma oportunidade para os lojistas começarem bem o mês”, afirma Gustavo Schifino, presidente da CDL Porto Alegre. A pesquisa mostrou também que, entre as atividades de lazer praticadas fora de casa, a gurizada têm preferência por estar em praças e parques. “Foi bom perceber que muitas crianças estão praticando atividades de rua como skate e bicicleta. Acreditamos que isso constrói um mundo melhor e  por isso apoiamos a instalação de mais bicicletas públicas em Porto Alegre e a ampliação de ciclovias e áreas externas de convivência”, afirma Schifino.

 

 

Opções de pagamento

 

O pagamento à vista deve ser o mais utilizado por 67,4% dos consumidores, enquanto 34% dos entrevistados comprarão o presente a prazo. Destes, 62,8% devem pagar em até três vezes e a maioria utilizará o cartão de crédito. 55,4% dizem não ter o costume de calcular os juros quando realizam compras a prazo. O valor gasto para a compra do item escolhido será de até R$ 100,00 para 77,8% dos entrevistados, enquanto 14,7 % pretendem desembolsar entre R$ 101,00 a R$ 200,00 e 7,5% pagarão acima de R$ 200,00.

 

Locais de compra

Com relação aos locais em que os consumidores realizarão as compras, a pesquisa indica que 62,1% escolherão as lojas de rua, um aumento de 14% em relação a 2012. Os shoppings aparecem em segundo lugar com 53,1%. A compra pela internet deve ser realizada por 4,9% dos entrevistados. Uma curiosidade apontada pela pesquisa é que a preferência da classe B divide-se entre lojas de rua e shoppings para as compras, a classe A prefere os shoppings e a classe C opta pelas lojas de rua. Entre os que vão comprar pela internet estão, em maior número, aqueles que desejam comprar apenas um presente. Constatou-se que os homens pretendem comprar mais pela internet do que as mulheres.

 

Como atrair o consumidor

 

As promoções de produtos e condições de pagamento são itens fundamentais na hora de escolher uma loja para 56,8% dos entrevistados. 11,3% dos pais entendem como prioridade a variedade de produtos e, em seguida, a rapidez no atendimento (9,3%). Ganhar descontos e prêmios, vitrines bonitas e decoradas e fácil acesso à loja e estacionamento também são aspectos importantes a serem considerados como decisivos na hora da compra.

Realidade Tecnológica

O estudo mostrou que 8,3% dos pais pretendem dar eletroeletrônicos para os filhos de presente, enquanto 3,9% celular e/ou smartphones. O número de crianças com computador, tablet e smartphone alcança 37% dos entrevistados. 4,5% dos filhos possuem smartphones e 5,5% das crianças possuem tablet próprios. Mediante classificação por classe social, a pesquisa mostrou que 22,9% das crianças da classe A possuem smartphones próprios e 36,2% das crianças da classe C possuem vídeogame, sendo um percentual superior ao da classe B (29%).

Filhos influenciam na hora da escolha

Quando questionados sobre a quem pertence o poder de decisão das compras, os respondentes afirmam que é das mães (51%), mas já nota-se um aumento da liberdade para os filhos. Segundo os consumidores, 44,2% dos filhos costumam participar das escolhas de compras da casa. Crianças de até sete anos são as que mais opinam quanto a itens de alimentação e filhos com mais de 16 anos em compras de itens de informática e celulares, eletrônicos, serviço de internet/TV por assinatura e carro. Constatou-se, também, que os pais de classe A são os que mais permitem que os filhos influenciem na decisão de compras enquanto os pais da classe B são os menos permissivos.

 

Infância sedentária

 

As opções de lazer das crianças também foram pauta do questionário. O resultado aponta, no entanto, que elas estão pouco ativas. 47% dos pais entrevistados responderam que seus filhos não praticam nenhum esporte. Dentre aqueles que praticam, o futebol (28,8%) é a modalidade mais comum e o balé e a dança (11%) em segundo. No entanto, ir à praça e parques (66,8%) e aos shoppings (28%) são as duas atividades mais prazerosas para as crianças, de acordo com os pais entrevistados. Andar de bicicleta, skate e patins (19,8%) e ir à casa de amigos (18,5%) também constam como programação preferida para os pequenos.

Porto Alegre, 23 de setembro de 2013.

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