Educação Empreendedora é abordada em seminário, em Cascavel

Evento reuniu profissionais da região Oeste paranaense para difundir resultados em escolas públicas e privadas


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Professores, coordenadores, secretários municipais de Educação, diretores de instituições participaram, nesta terça-feira (27), em Cascavel, do Seminário de Educação Empreendedora no Oeste do Paraná. No evento houve a apresentação de casos de sucesso de instituições de Céu Azul, Cascavel, Toledo, Palotina e Santa Helena. 

A Escola Municipal Leôncio Corrêa, de Céu Azul, por exemplo, apresentou resultados de trabalhos na área. “Neste ano, tivemos a Feira do Empreendedorismo durante uma semana. Um dos projetos colocou as nossas crianças para produzirem vídeos tutoriais e, durante a Feira, eles demonstravam o que era apresentado no vídeo. Teve criança ensinando a fazer de pulseirinha e até massinha de modelar. A criatividade não teve limites!”, exclama a diretora Juliana Bortolotto. 

Outro caso apresentado envolveu alunos do Ensino Médio Técnico do CEEP (Centro Estadual de Educação Profissional) Pedro Boaretto Neto, em Cascavel. Nele, estudantes conheceram, na prática, a importância dos comportamentos empreendedores, das conexões e parcerias para atingir resultados em qualquer projeto, inclusive no plano de vida e carreira. 

“Durante a Feira do Empreendedorismo, tivemos desfile com as roupas das profissões atuais e do futuro, tudo produzido pelos alunos. Como eles optaram por fazer uma grande produção, eles encontraram o desafio de financiar a ideia e, com muito esforço, fizeram a venda de rifas, organizaram eventos no decorrer do ano e com isso, captaram o dinheiro para a feira. Depois, contaram com a ajuda de outras turmas para obter parcerias. Uma delas entrou com o roteiro do desfile, outra ajudou na maquiagem e outros ajudaram na praça de alimentação”, relata Marisa Cherini, professora. 

Resultados demonstram que fazem a diferença para os alunos. Henrique Geremia, por exemplo, já finalizou as matérias que envolvem empreendedorismo, mas garante que as disciplinas renderam diferenças significativas para a vida. “Sou do terceiro ano de Administração e participei do empreendedorismo em 2016. Comecei a estudar mais e isso fez muita diferença, pois neste ano, minha turma foi parceira do desfile e tivemos a oportunidade selecionar, recrutar e treinar os participantes, o que nos abriu a mente para a gestão de pessoas”, reflete o aluno. 

No ensino superior, o exemplo ficou por conta dos trabalhos desenvolvidos na Universidade Federal do Paraná – Campus Palotina. A professora Maria Cristina Milinsk citou como caso de sucesso o Centro de Empreendedorismo da unidade. 

“É uma área de imersão no empreendedorismo. Procuramos deixar o espaço bem lúdico e atrativo, então quem vê a universidade de fora, não imagina que ao entrar no Centro de Empreendedorismo, verá um espaço colorido, com várias ferramentas e muitas pessoas gerando novas ideias. Percebemos que, aos poucos, os alunos da UFPR estão vendo o Centro como uma incubadora de inovação”, destaca.

Inovação

                                                 

O Seminário também ofereceu aos participantes uma oficina sobre aprendizagem ativa e uma palestra sobre robótica.

“Estamos num processo de mudança e isso afeta o ensino e a aprendizagem. Não temos mais que pensar no que os professores vão ensinar, mas sim no que os estudantes precisam aprender. O empreendedorismo precisa ser abordado e isso vai ao encontro dos princípios da aprendizagem ativa”, explica Adriana Dambros, professora e membro do Núcleo de Excelência Pedagógica da PUC – Toledo. 

A oficina de robótica abordou o case do “Projeto CriaR: Criatividade e Robótica no Ensino Fundamental alinhados a BNCC”, com Jocemar do Nascimento, que percorre escolas do município de Cascavel para ensinar crianças a verem a robótica com outros olhos.  

Para os próximos anos, a consultora do Sebrae/PR, Elisangela Rosa, aposta no crescimento da temática nas escolas, visto que abordagem supre uma necessidade do mercado. “A ideia de trabalhar a educação empreendedora é disseminar essa cultura que envolve cooperação, associativismo e noções sobre sociedade. Queremos preparar os estudantes do Território Oeste para o mercado de trabalho que hoje já demanda profissionais mais atualizados. Precisamos acompanhar esse ritmo”, desafia. 

A programação do Seminário de Educação Empreendedora reuniu 50 profissionais que participaram de ações que priorizaram a troca de experiências e o compartilhamento de informações relacionadas ao ensino da Educação Empreendedora nas escolas. O evento foi promovido pelo Grupo de Trabalho (GT) de Educação Empreendedora do Comitê Territorial dos Pequenos Negócios (CPTN) do Programa Oeste em Desenvolvimento, em parceria com o Sebrae/PR.  


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