Empresários do oeste do Paraná se unem para gerar energia alternativa

Projeto almeja criar uma rede associativa que ofereça energia elétrica à sociedade por meio da micro e mini geração distribuída


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Oito empresas do oeste paranaense estão unindo esforços para a criação de alternativas em geração de energia. A iniciativa de união dos empresários começou há cerca de dois anos. Inicialmente participantes da Câmara Técnica de Energia do Programa Oeste em Desenvolvimento (POD) e hoje integrantes do projeto “Redes de Cooperação Empresarial”, coordenado pelo Sebrae/PR.  A iniciativa pretende facilitar o acesso às tecnologias de micro e mini geração distribuída de energia com melhor custo benefício econômico e ambiental, bem como levar alternativas sustentáveis para o consumo de energia pela sociedade. 

“Com os modelos atuais de geração de energia alternativa, individualmente, os empresários atuantes na área de energias renováveis e eficiência energética (geralmente na energia solar ou biogás), têm um investimento significativo para implantar as unidades geradoras e uma demora relativa para obter retorno”, contextualiza o consultor do Sebrae/PR, Jeferson Ricardo Flores.

Com a ação do grupo será possível otimizar projetos, baratear custos e os resultados serão obtidos com mais agilidade. “Já temos o desenho de alguns modelos de negócios e exemplos de alguns casos Brasil afora, que permitem ao mercado o acesso à energia elétrica mais barata ou a sua compensação. É uma ação significativa para a sociedade, que poderá escolher, alternativamente, o grupo associativo como fornecedor de energia para a sua casa ou empresa”, explica Flores. 

Resultados esperados

Uma das propostas do grupo é oferecer a energia elétrica gerada para projetos da iniciativa privada e também da esfera pública. Em Cascavel, por exemplo, com a discussão de uma possível implantação dos ônibus Dual Bus (elétrico-híbrido), os empresários esperam oferecer parte da energia necessária para o projeto. Uma oportunidade que, segundo o empresário Carlos Motta, participante do grupo, só é viável porque há uma união de esforços.

“São oportunidades de negócios que seriam inviáveis, individualmente. Vejo essa integração diretamente pelo armazenamento de energia e acredito que o cooperativismo será a estratégia para conseguirmos ampliar nossa atuação na cadeia produtiva, que envolve energia elétrica gerada de forma descentralizada, armazenada e consumida”, pontua. 

O grupo está em fase de estudos para a formalização jurídica e tributária sobre o melhor modelo de projetos para as demandas de consumo. A expectativa é de que, em breve, o cliente possa ser um cooperado, associado ou simples consumidor beneficiado por um mercado mais flexível em ofertas de energia elétrica. Com o modelo associativo definido, o grupo pretende ofertar ao mercado algumas alternativas no acesso à energia a partir de fontes renováveis com atratividade econômica e eficiência operacional.


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